Objetivo
Diga a que vaga se candidata e porque encaixa, em duas ou três frases. Este bloco faz o trabalho que a secção de experiência ainda não consegue fazer.
O começo da carreira é difícil. Mesmo sem experiência, você pode criar um currículo forte e conseguir a primeira entrevista.

Começar sem percurso parece uma porta fechada, mas a contratação para lugares de entrada não gira à volta da experiência: gira à volta de provas de que alguém aprende depressa e termina o que começa. O primeiro currículo tem de reunir essas provas a partir do que já tem.
Este guia mostra o que pôr na página quando a secção profissional está vazia: que fontes de experiência contam mesmo, como descrevê-las para que se leiam como trabalho, como estruturar o documento e o que muda consoante o país a que se candidata.
Você pode criar seu currículo gratuitamente quando sua formação, projetos e habilidades estiverem prontos.
Seis regras decidem se um currículo júnior é lido até ao fim ou posto de lado nos primeiros segundos. Nenhuma exige experiência que não tem.

Diga a que vaga se candidata e porque encaixa, em duas ou três frases. Este bloco faz o trabalho que a secção de experiência ainda não consegue fazer.
Instituição, curso, anos e os trabalhos de curso relacionados com a vaga. Notas só se forem altas e recentes.
Estágios, trabalhos em part-time e prática académica, cada um com título, datas e dois ou três tópicos sobre o que produziu.
Separe ferramentas técnicas de hábitos de trabalho e liste apenas o que conseguiria discutir cinco minutos numa entrevista.
Projetos próprios, voluntariado e concursos. Ponha um link sempre que o resultado possa ser aberto em vez de descrito.
Idiomas com um nível honesto e certificações que um responsável da sua área reconheça mesmo.
Aplicadas em conjunto, estas regras transformam um percurso curto num argumento focado numa vaga. Sem elas, até uma boa candidatura se lê como inacabada.
Quem contrata para um lugar de entrada não espera uma carreira. Espera provas de que aprende depressa, termina o que começa e trabalha com outras pessoas. Seis fontes dão essas provas, e a maioria dos candidatos já tem três ou quatro.
Uma dissertação ou um projeto de cadeira é trabalho a sério, com enunciado, prazo e resultado. Nomeie o problema, as ferramentas e o desfecho, não o código da unidade curricular.
Mesmo um estágio curto dá-lhe uma equipa, um processo e uma entrega. Apresente-o exatamente como um emprego, com datas e tópicos.
Gerir o orçamento de uma associação, organizar um evento ou moderar uma comunidade mostra responsabilidade. Descreva a escala: pessoas, dinheiro, frequência.
Um trabalho pequeno pago, uma aplicação, a página de loja do negócio da família: conta tudo. Onde houver resultado, ponha um link — um link que funciona vale mais do que um parágrafo.
Retalho, restauração e call center comprovam fiabilidade, contacto com o cliente e trabalho sob pressão. Descreva-os no vocabulário da função que pretende.
Um certificado por si só diz pouco; uma formação que acabou num projeto que pode mostrar diz muito. Ponha o projeto à frente e mencione a formação depois.
Escolha três a cinco destas fontes, não todas. Uma página focada em quatro elementos bem descritos vale mais do que uma cheia que enumera tudo o que frequentou.
Descrever um projeto como trabalho é uma competência à parte, e é ela que separa o currículo júnior que recebe resposta do que não recebe. Três passos transformam uma atividade numa entrada que o recrutador consegue avaliar.

Comece pelo contexto: que projeto ou tarefa era, para quem e quanto tempo durou. Uma frase chega.
Depois a sua parte. Use verbos — construí, organizei, analisei, coordenei — e diga o que decidiu ou produziu.
Termine com o resultado, em números quando existirem: utilizadores, horas poupadas, pessoas alcançadas, nota obtida, verba angariada.
Passe cada elemento por esses três passos. Se uma entrada sobrevive e mesmo assim não diz nada mensurável, merece uma linha e não um parágrafo.
Quando o percurso é curto, o currículo responde fracamente a «o que fez». A carta responde a «porquê você e porquê aqui» — e em vagas júnior muitos recrutadores leem-na primeiro. Quatro coisas pertencem-lhe.
Fique abaixo das 250 palavras e nunca repita o currículo. Se a carta e o currículo dizem o mesmo, um dos dois foi desperdiçado.
A contratação de perfis júnior é a parte mais local do mercado: o mesmo perfil lê-se de forma diferente consoante o destino.
Os estágios profissionais e curriculares são a via de entrada esperada e apresentam-se como experiência real. Uma página chega, a foto é opcional e cada vez menos comum, e não deve incluir NIF nem número de cartão de cidadão.
Estágio e jovem aprendiz contam como experiência e listam-se com datas. Duas páginas são aceites, a foto é opcional e convém evitar CPF, RG e estado civil: além de desnecessários, a LGPD tornou as empresas mais cautelosas com dados pessoais a mais.
Em recém-licenciados a formação vem primeiro e a média só se for alta e o curso recente. Sem foto nem data de nascimento. O voluntariado lê-se como experiência real e convém esclarecer a autorização de trabalho.
O sistema dual faz do Praktikum e da Ausbildung a entrada esperada, apresentados como cargos verdadeiros. O Lebenslauf tabular com foto é o padrão e as notas finais ainda são frequentemente incluídas.
Se se candidata lá fora, mude primeiro a ordem dos blocos e os dados pessoais, e só depois a redação. Um leitor alemão espera a cronologia explicada; um norte-americano, que não haja foto.
Esta é a ordem que funciona para um primeiro currículo. Cada bloco só merece o lugar se tiver algo concreto para lá pôr: uma secção vazia é pior do que uma secção ausente.

Um primeiro currículo não é o registo de uma carreira, é o argumento de que vale a pena entrevistá-lo. Escolha as quatro ou cinco coisas que melhor sustentam esse argumento, descreva cada uma com um resultado e deixe o resto de fora.
A falta de experiência é o ponto de partida normal, não uma desqualificação. As empresas contratam júniores constantemente, e o que comparam não são os anos, mas a clareza com que cada candidato apresenta o que já tem. Boa sorte na procura!
O que mais perguntam quem está a escrever o seu pela primeira vez.
Pense nela como «o que já fiz» e preencha-a com projetos de curso, estágios, voluntariado e trabalhos freelance. Cada entrada tem a forma de um emprego: o que foi, quando, o que fez e o que mudou. Três projetos bem descritos dizem mais do que uma secção vazia intitulada «Experiência».
Antes, enquanto o diploma for o mais forte da página, normalmente no primeiro ano ou dois após terminar. Assim que tiver um cargo real que encaixe na vaga, a experiência sobe. A regra é simples: vem primeiro o que melhor o defende.
Só as que deixaram algo que possa mostrar, e no máximo duas ou três. Uma lista longa de certificados lê-se como enchimento. Uma formação que acabou num projeto a funcionar, descrita pelo projeto e não pelo certificado, vale mais do que dez emblemas de conclusão.
Uma página, sem exceção. Duas páginas no início sinalizam enchimento e não profundidade, e a segunda quase não é lida. Se não couber, é porque está a descrever demasiadas coisas pequenas em vez de escolher as quatro que contam.
Não. Nunca comece pelo que lhe falta. Diga a que função se candidata e qual a prova mais sólida que tem. As datas o recrutador vê sozinho; o seu trabalho é fazer com que a página defenda a sua candidatura, não que se desculpe à partida.
Menos e melhores. Dez candidaturas com o resumo ajustado a cada anúncio rendem mais do que cem ficheiros iguais e desgastam muito menos. Registe o que enviou e para onde, para que um telefonema três semanas depois não o apanhe desprevenido.
Pronto para colocar estas dicas em prática?
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